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Grupos Empresariais e Transação Tributária: Entenda a Responsabilidade Compartilhada na Negociação com a PGFN

Muitos empresários acreditam que podem negociar suas dívidas tributárias isoladamente, por empresa ou CNPJ. No entanto, quando se trata de grupos econômicos ou empresariais, a realidade é diferente. A PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) pode considerar o grupo como um todo na hora de avaliar a capacidade de pagamento para fins de transação tributária.

Isso significa que, mesmo que apenas uma empresa do grupo esteja inadimplente, a análise poderá envolver todos os negócios interligados, com base na responsabilidade solidária prevista na legislação.

O Que a Lei Diz Sobre Grupos Econômicos

De acordo com o artigo 124 do Código Tributário Nacional (CTN), são solidariamente responsáveis pelas obrigações tributárias:

“as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal.”

Na prática, isso permite que a PGFN avalie a estrutura do grupo e exija a participação solidária das empresas que se beneficiam da atividade econômica conjunta.

Como Isso Impacta a Transação Tributária

Na apresentação de uma proposta de transação tributária, a PGFN pode:

  • Solicitar demonstrações financeiras do grupo econômico;
  • Apontar que a empresa proponente não está em real incapacidade de pagamento, considerando o apoio do grupo;
  • Exigir garantias ou coobrigações das demais empresas relacionadas;
  • Ampliar o alcance da negociação para mais de um CNPJ.

Isso ocorre principalmente em transações individuais ou em casos de grande valor envolvido, onde a análise é mais profunda.

Riscos de Ignorar a Estrutura do Grupo

  • Propostas indeferidas por omissão de dados relevantes;
  • Desconsideração da personalidade jurídica;
  • Perda de benefícios legais, como parcelamentos estendidos e descontos máximos;
  • Responsabilização de sócios ou empresas coligadas em execuções fiscais futuras.

Como se Preparar Para Uma Transação Coerente

Se a empresa faz parte de um grupo econômico (formal ou informal), é essencial:

  • Mapear todas as conexões societárias e operacionais;
  • Reunir balanços e indicadores financeiros do grupo;
  • Estudar a jurisprudência sobre responsabilidade tributária solidária;
  • Contar com um advogado tributarista para formular a estratégia de apresentação.

Conclusão: Mais Transparência, Mais Segurança

A transação tributária é uma excelente oportunidade para regularizar passivos com a União, mas exige planejamento e transparência, especialmente em estruturas empresariais mais complexas.

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Dr. Hyan Smões Alves | Advogado Tributarista

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